quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Controladoria e a importância do planejamento financeiro



Link da postagem no Administradores.com:
http://www.administradores.com.br/artigos/academico/controladoria-e-a-importancia-do-planejamento-financeiro/98239/

Autor: Cristiano Alves de Castro
Curso: Ciências Contábeis – 8º Semestre
Faculdade Integração Tietê - UNIESP


Resumo

A pratica da controladoria ligado ao planejamento financeiro é uma das melhores formas de garantir o desempenho em ascensão das organizações ainda mais nos dias atuais, onde o mercado financeiro encontra-se sempre volátil por conta das influências externas e até mesmo internas.
Desta forma, o controller, como gerador de informações, tem o papel de planejar estrategicamente e auxiliar o planejamento financeiro para que a organização tenha êxito em suas operações.

Introdução

            Conforme o mercado vai exigindo, concorrência aumentando e as empresas crescendo, a controladoria tem uma função essencial para que a visão seja atingida. Portanto a informação, motivação, coordenação, avaliação, acompanhamento e o planejamento do controller, são de suma importância para que a organização alcance seus objetivos.
            Para manter a empresa ativa, a controladoria e o planejamento financeiro e estratégico, torna-se uma peça de grande importância para que as metas estabelecidas sejam atingidas com satisfação.
            O presente artigo se classifica como teórico e tem com base pesquisas bibliográficas.

1 - A Controladoria

Esse departamento foi criado no exterior e veio para o Brasil através das multinacionais, é conhecido como um órgão de importância capital para a supervivência, desenvolvimento e concretização das empresas. É um setor de assessoramento à alta administração nos organogramas das grandes organizações. A necessidade de manter a empresa sempre competitiva exige uma equação que une produtividade e eficiência, à alta lucratividade a custos menores; então, uma função que antes era apenas de suporte, passa a ter uma importância estratégica, mas suprir a demanda por controladoria tem sido um dos grandes problemas para as empresas.
A controladoria é um papel gerencial que precisa ser desenvolvida por um profissional contábil capacitado e com um conhecimento amplo. A busca contínua por atualização e por novas soluções são apenas o começo de um caminho para quem pretende seguir neste mercado.
Segundo Gitman (2002, p. 11), “O controller cuida basicamente das atividades contábeis, incluindo administração tributária, informática, contabilidade de custos e contabilidade financeira”.
Para ser um bom controller é necessário ter o conhecimento em gestão organizacional, de recursos humanos, supply e produção, por exemplo. Este conhecimento vem de um controle preciso de indicadores da empresa, que envolvem um melhor gerenciamento da contabilidade, dos custos, das finanças e da tecnologia da informação, dentre outros. O controle precisa envolver auditorias complexas e que cheguem ao nível de detalhes não demonstrados diretamente em relatórios contábeis. O controller precisa demonstrar a capacidade de prever os problemas que poderão surgir e de coletar as informações necessárias para a tomada de decisões, visando à implantação de ações de melhorias.

2 - Atribuições de um controller

O controller envolvido na contabilidade gerencial necessita estar trabalhando no fornecimento e na geração de informações fidedignas para o seu ambiente interno com o objetivo de atender aos seus administradores.
Kanitz (apud OLIVEIRA et al., 2002, p. 17) entende que as funções da Controladoria podem ser resumidas como segue:
1)    Informação - compreende os sistemas contábil-financeiro-gerenciais;
            2)  Motivação - refere-se aos efeitos dos sistemas de controle sobre o comportamento;
3)  Coordenação - visa centralizar informações com vista à aceitação de planos. O Controller toma conhecimento de eventuais inconsistências dentro da empresa e assessora a direção, sugerindo soluções;
4)  Avaliação - interpreta fatos, informações e relatórios, avaliando os resultados por área de responsabilidade, por processos, por atividades etc.;
5)  Planejamento - assessora a direção da empresa na determinação e mensuração dos planos e objetivos;
6)  Acompanhamento - verifica e controla a evolução e o desempenho dos planos traçados a fim de corrigir falhas ou de revisar tais planos.
Contudo, a Controladoria deve analisar, revisar, planejar sempre e deve prestar-se para a contínua assessoria, no sentido de contribuir para o aprimoramento da empresa. O acompanhamento é fundamental, onde se “verifica e controla a evolução e o desempenho dos planos traçados a fim de corrigir falhas ou de revisar tais planos”. (KANITZ apud OLIVEIRA et al., 2002, p. 17)

3 - Importância das informações contábeis para fins gerenciais (referente à empresa Good Vibration)

De acordo com Brewer (2007, p. 4), toda organização, pequena ou grande, possui administradores, alguém precisa ser responsável pela elaboração de planos, pela organização de recursos, pela direção de pessoas e pelo controle de operações, então os administradores da Good Vibrations, como os de qualquer outra organização, realizam três tipos básicos de atividade — planejamento, direção e motivação e controle. O planejamento envolve a escolha de uma linha de ação e a especificação de como a ação será executada. A atividade de direção e motivação envolve a mobilização de pessoas na execução de planos e gestão de operações de rotina O controle subentende assegurar que o plano seja de fato executado e seja adaptado adequadamente na medida de alterações das circunstâncias. A informação proporcionada pela contabilidade gerencial desempenha um papel fundamental nessas três atividades administrativas básicas — mas mais particularmente nas funções de planejamento e controle.

3.1 - O Planejamento

Brewer (2007, p. 4 e 5), a primeira etapa do planejamento é identificar alternativas, e depois selecionar aquela que melhor atende aos objetivos da organização. O objetivo básico da Good Vibrations é gerar lucro para os proprietários da empresa, por meio da prestação de serviço de qualidade superior a preços competitivos em tantos mercados quanto possível. Para a consecução desse objetivo, a cada ano a alta administração examina cuidadosamente uma gama de opções, ou alternativas, de expansão em novos mercados em termos geográficos. No ano corrente, a administração está pensando em abrir novas lojas em Xangai, Los Angeles e Auckland.
Ao fazer essas e outras escolhas, a administração deve considerar as oportunidades, medindo as exigências às quais os recursos da empresa estão sujeitos. Os administradores sabem como resultado de experiências desagradáveis, que abrir uma loja num novo mercado importante é um passo largo que não pode ser dado levianamente. Requer um volume enorme de tempo e energia dos profissionais mais experientes, talentosos e ocupados da empresa. Quando a empresa decidiu abrir lojas em Beijing e Vancouver no mesmo ano, seus recursos foram exigidos além de limites razoáveis. Como resultado, nenhuma das lojas foi aberta no prazo previsto, e as operações no resto da empresa acabaram sendo prejudicadas. Portanto, o ingresso em novos mercados é uma atividade planejada muito, muito cuidadosamente.
Além de outros dados, a alta administração examina volumes de venda, margens de lucro, e os custos de operação das lojas da empresa em mercados similares. Esses dados, fornecidos pela contabilidade gerencial, são combinados a projeções de volume de venda nos locais propostos para estimar os lucros que seriam gerados pelas novas lojas. Em geral, praticamente todas as alternativas importantes consideradas pela administração no processo de planejamento exercem algum efeito sobre a receita ou custos, e os dados da contabilidade gerencial são fundamentais pela a estimação de tais efeitos.
Após examinar todas as alternativas, a alta administração da Good Vibrations decidiu abrir uma loja no mercado de Xangai, um mercado em forte expansão, no terceiro trimestre do ano, mas decidiu adiar a abertura de qualquer outra loja para outro ano. Assim que essa decisão foi tomada, planos detalhados foram feitos para todos os setores da empresa que estariam envolvidos na abertura em Xangai. Por exemplos o orçamento de viagens do Departamento de Pessoal foi aumentado, pois responsável por muito treinamento in loco das novas pessoas a serem contratadas em Xangai.
Tal como no exemplo do Departamento de Pessoal, os planos da administração geralmente são formalmente expressos por orçamentos, e o termo elaboração de orçamentos é geralmente aplicado como descrição desta parte do processo de planejamento. Os orçamentos são normalmente elaborados sob a orientação do controlador, ou seja, o executivo responsável pelo Departamento de Contabilidade. Tipicamente, os orçamentos são elaborados uma vez por ano representam os planos da administração em termos específicos e quantitativos. Além de um orçamento de despesas de viagem, serio atribuídas, ao Departamento de Pessoal, algumas metas em termos de número de pessoas a contratar, cursos a ministrar, e um detalhamento de despesas esperadas. De maneira análoga, o gerente de cada loja receberá metas de volume de vendas, lucro, despesas, danificação de produtos e treinamento de funcionários. Esses dados serão coletados, analisados e sintetizados para uso pela administração sob a forma de orçamentos elaborados pela área de contabilidade gerencial.

3.2 - Direção e Motivação

Brewer (2007, p. 5) além do planejamento para o futuro, os administradores estão encarregados de supervisionar as atividades do dia-a-dia e manter o funcionamento regular da organização. Isto exige que sejam capazes de motivar e dirigir pessoas eficazmente. Os administradores atribuem tarefas a funcionários, dirimem disputas, respondem perguntas, resolvem problemas no ato, e tomam muitas decisões pequenas que afetam clientes e funcionários. Na verdade, a tarefa de direção é aquela parte do trabalho dos administradores que lida com a rotina e com o aqui e agora. Dados de Contabilidade gerencial, tais como relatórios diários de vendas, são frequentemente utilizados neste tipo de tomada de decisões no dia-a-dia.

3.3 - Controle

Brewer (2007, p. 5) no desempenho de sua função de controle, os administradores Procuram garantir que o planejamento esteja sendo seguido. A chave de um controle eficaz é o feedback, o qual indica se as Operações estão se desenvolvendo conforme o planejado. Em Organizações sofisticadas, este feedback é proporcionado por relatórios detalhados de vários tipos. Um desses relatórios compara os valores orçados aos resultados obtidos, e é chamado de relatório de desempenho. Os relatórios de desempenho indicam em que pontos as operações não estão se desenvolvendo conforme o planejado. e que setores da organização exigem atenção adicional. Por exemplo, antes da abertura da nova loja em Xangai no terceiro trimestre do ano, o gerente da loja receberá metas de volume de venda, lucro e despesa para o quarto trimestre do ano. À medida que o quarto trimestre transcorrer, relatórios periódicos serão feitos, comparando os valores realizados de volume de venda, lucro e despesa às metas. Se os resultados ficarem abaixo das metas, a alta administração será alertada para dar maior atenção à loja de Xangai. Pessoal experimentado poderá ser enviado para auxiliar o gerente da nova loja, ou a alta administração pode acabar concluindo que seus planos precisam ser revistos. O fornecimento deste tipo de feedback aos administradores é uma das principais finalidades da contabilidade gerencial.

3.4 - O Ciclo de planejamento e controle

Brewer (2007, p. 5) o trabalho dos administradores pode ser sintetizado num modeIo como o que é apresentado abaixo. O modelo, que representa o ciclo de planejamento e controle, ilustra o fluxo regular de atividades gerenciais desde o planejamento, passando por direção e motivação, controle, voltando ao planejamento. Todas essas atividades envolvem a tomada de decisões, e isso explica por que ele é indicado como centro em torno do qual giram as outras atividades.



4 - Contabilidade financeira versus contabilidade gerencial

Brewer (2007, p. 5 e 6) os relatórios de contabilidade financeira são elaborados para fornecimento a agentes externos, tais como acionistas e credores, enquanto os relatórios de contabilidade gerencial são preparados para administradores da própria organização. Este contraste em termos de orientação resulta numa série de diferenças importantes entre a contabilidade financeira e a contabilidade gerencial, embora as duas disciplinas em geral estejam apoiadas nos mesmos dados financeiro subjacentes. Essas diferenças são sintetizadas na Ilustração abaixo. Como demonstrado na Ilustração abaixo, a contabilidade financeira e a contabilidade gerencial não diferem apenas quanto orientação para seu usuário, mas também em sua ênfase no passado ou no futuro, no tipo de dado fornecido aos usuários, e em diversas outras maneiras.



4.1 - Ênfase no futuro

Brewer (2007, p. 6) Como o planejamento é uma parte tão importante do trabalho do administrador, a contabilidade gerencial possui uma enfática orientação para o futuro. Ao contrário, a contabilidade financeira fundamentalmente fornece sínteses de transações financeiras passadas. Essas sínteses podem ser úteis ao planejamento, mas somente até certo ponto. O futuro não é simplesmente um espelho do que aconteceu no passado. Mudanças ocorrem constantemente em termos de condições econômicas, necessidades e desejos de clientes, condições de competição, e assim por diante. Todas estas alterações requerem que o planejamento pelo administrador apoie-se principalmente em estimativas do que acontecerá, e menos em sínteses do que já aconteceu.

4.2 - Relevância dos dados

Segundo Brewer (2007, p. 6) espera-se que os dados de contabilidade financeira sejam objetivos e verificáveis. Entretanto, para fins internos, o administrador deseja receber informações que sejam relevantes, mesmo que não sejam completamente objetivas ou verificáveis. Relevância quer dizer apropriada para o problema que está sendo examinado, Por exemplo, é difícil fazer uma comprovação de volumes estimados de vendas para uma nova loja proposta na Good Vibrations, mas este é exatamente o tipo de informação de maior utilidade para os administradores na tomada de decisões.

4.3 - Princípios contábeis aceitos (GAAP)

Brewer (2007, p. 6). As demonstrações financeiras elaboradas para apresentação a usuários externos devem ser montadas de acordo com princípios contábeis aceitos (GAAP). Os usuários externos precisam ter alguma garantia de que os relatórios foram elaborados em consonância com algum conjunto comum de regras. Estas regras comuns ampliam a comparabilidade e ajudam a reduzir a possibilidade de fraude e distorção, mas não levam necessariamente ao tipo de relatório que seria mais útil na tomada interna de decisões. Por exemplo, os princípios contábeis aceitos exigem que os terrenos sejam apresentados por seu custo histórico nos relatórios financeiros externos. Entretanto, se a administração estiver examinando a possibilidade de mudar uma loja de local e vender o terreno atualmente ocupado pela loja, à administração gostaria de conhecer o valor corrente de mercado do terreno — uma informação vital ignorada pelos princípios contábeis aceitos.
A contabilidade gerencial não é cerceada pelos princípios contábeis aceitos. Os administradores fixam suas próprias regras a respeito do conteúdo e da forma dos relatórios internos. A única restrição é a de que os benefícios esperados do uso da informação superem os custos de coleta, análise e síntese dos dados. Apesar disso, é inegável que as exigências para publicação de relatórios financeiros têm influenciado muito a pratica da contabilidade gerencial.

4.4 - Diretor financeiro

De acordo com Brewer (2007, p. 6) nos Estados Unidos o administrador do departamento de contabilidade é geralmente chamado de controlador. O controlador, por sua vez, se subordina ao diretor financeiro. O diretor financeiro é o membro da alta administração responsável pelo fornecimento oportuno de dados relevantes em apoio a atividades de planejamento e controle e pela confecção de demonstrações financeiras destinadas a usuários externos. Um diretor financeiro eficaz é considerado um membro crucial da alta administração, e seu aconselhamento é demandado em todas as decisões importantes. E um profissional muito bem remunerado, qualificado nos detalhes técnicos das áreas de contabilidade e finanças, e que possui capacidade de liderar outros profissionais de seu departamento, é capaz de analisar situações novas e em desenvolvimento, tem condições de comunicar dados técnicos a outras pessoas de maneira simples e clara, e é capaz de trabalhar bem com altos administradores especializados em outras disciplinas.
Deve ser observado que poucas pessoas treinadas em contabilidade e que trabalham subordinadas ao diretor financeiro, seja no departamento de tesouraria, seja no de controladoria, se consideram contadores. Se perguntadas, provavelmente dirão que trabalham na área de finanças. A contabilidade gerencial não se preocupa com débitos, créditos ou com lançamentos em livros diários, embora algum conhecimento sobre isso seja exigido. A contabilidade gerencial tem a finalidade de ajudar os administradores a atingir os objetivos da organização. Um relatório recentemente publicado diz que:
Cada vez mais pessoas envolvidas em contabilidade gerencial gastam uma boa parte de seu tempo trabalhando como consultores internos ou analistas dentro de suas empresas. Os avanços tecnológicos as têm libertado dos aspectos mecânicos da contabilidade. Gastam cada vez menos tempo preparando relatórios padronizados e mais tempo analisando e interpretando informações. Muitas têm saído do isolamento dos departamentos de contabilidade para se posicionarem fisicamente nos departamentos de operações com os quais trabalham. Os responsáveis pela contabilidade gerencial atuam em equipes interfuncionais, têm contato direto amplo com pessoas de toda a organização, e envolvem-se intensamente na tomada de decisões.

5 - Planejamento financeiro e sua importância

Com base nos dados do IBGE, mais da metade as empresas no Brasil fecham as portas após quatro anos de atividade. Com dados do ano de 2013, 694 mil empresas que nasceram em 2009, 47,5% ainda estavam em funcionamento em 2013. Após o primeiro ano de funcionamento 158 mil fecharam as portas. Desta forma, planejar é o item de muita importância dentro de uma organização, onde planejar o setor financeiro de uma empresa é elaborar táticas econômicas para que a visão seja atingida, podendo ser de curto e longo prazo de forma mais clara possível.
Segundo Gitman (1997, p. 589), o planejamento financeiro é um aspecto importante para o funcionamento e sustentação da empresa, pois fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar suas ações na consecução de seus objetivos.
Pelos dizeres de Assaf Neto (2012 p. 9), a administração financeira é um campo de estudo teórico e prático que objetiva, essencialmente, assegurar um melhor e mais eficiente processo empresarial de captação e alocação de recursos de capital. Nesse contexto, a administração financeira envolve-se tanto com a problemática da escassez de recursos, quanto com a realidade operacional e prática da gestão financeira das empresas, assumindo uma definição de maior amplitude.
Segundo Assaf Neto (2012 p. 11) dentro do ambiente empresarial, a administração financeira volta-se basicamente para as seguintes funções:
a)    Planejamento financeiro, o qual procura evidenciar as necessidades de expansão da empresa, assim como identificar eventuais desajustes futuros.
Por meio do planejamento, ainda, é possível ao administrador financeiro selecionar, com maior margem de segurança, os ativos mais rentáveis e condizentes com os negócios da empresa, de forma a estabelecer mais satisfatória rentabilidade sobre os investimentos;
b)    Controle financeiro, o qual se dedica a acompanhar e avaliar todo o desempenho financeiro da empresa. Análises de desvios que venham a ocorrer entre os resultados previstos e realizados, assim como propos tas de medidas corretivas necessárias, são algumas das funções básicas da controladoria financeira;
c)    Administração de ativos, que deve perseguir a melhor estrutura, em termos de risco e retorno, dos investimentos empresariais, e proceder a um gerenciamento eficiente de seus valores. A administração dos ativos acompanha também as defasagens que podem ocorrer entre entradas e saídas de dinheiro de caixa, o que é geralmente associado à gestão do capital de giro;
d)    Administração de passivos, que se volta para a aquisição de fundos (financiamento) e o gerenciamento de sua composição, procurando definir a estrutura mais adequada em termos de liquidez, redução de seus custos e risco financeiro.

5.1 - Fluxo de caixa

            O fluxo de caixa é uma ferramenta de gestão financeira de extrema importância em uma organização, pois é nela em que se projetam para períodos futuros todas as entradas e as saídas de recursos financeiros da empresa, indicando como será o saldo de caixa para o período projetado. O fluxo de caixa deve ser considerado uma ferramenta flexível e os dados inseridos se adequado conforme a necessidade da empresa. Com as informações do Fluxo de Caixa, o empresário pode elaborar a Estrutura Gerencial de Resultados, a Análise de Sensibilidade, calcular a Rentabilidade, a Lucratividade, o Ponto de Equilíbrio e o Prazo de retorno do investimento. O objetivo é verificar a saúde financeira do negócio a partir de análise e obter uma resposta clara sobre as possibilidades de sucesso do investimento e do estágio atual da empresa.

Considerações finais

            A controladoria tem muito a contribuir para o desenvolvimento e a tomada de decisão da empresa, a fim de prever as necessidades atuais e futuras da mesma. Contudo, o controller, precisa estar atento e informado não só no seu ambiente interno, mais sim nas variações econômicas, politicas e mundiais, com o objetivo de colher essas informações e usa-las para a alavancagem da organização.
            O planejamento financeiro é uma ferramenta estratégica que tem o poder de obter projeções micro e macro econômicas, além de também ter condição de visualizar se algum plano executado esteja dando errado e em consequência corrigi-las, calcular a rentabilidade e manejar as decisões sem que proporcione prejuízos a imagem e a lucratividade da organização.
            A controladoria bem executada, planejada e atuando em todas as áreas da empresa, garantem a correta aplicação dos recursos e principalmente a organização da administração financeira, que em conjunto com a controladoria, oferecendo ideias e soluções, conseguem alcançar todos os objetivos propostos.

Referências

GITMAN, Lawrence J. Princípios da administração financeira. São Paulo: Habra, 2002.
GITMAN, Lawrence J. Princípios da administração financeira. São Paulo: Habra, 1997.
OLIVEIRA, Luis Martins de et al. Controladoria estratégica. São Paulo: Atlas, 2002.
BREWER, Garrison Noreen – Contabilidade Gerencial 11ª Edição. Rio de Janeiro: LTC, 2007.
ASSAF NETO, Alexandre. Finanças Corporativas e Valor. 6ª Edição. São Paulo: Atlas, 2012.

Metade das empresas fecha as portas no Brasil após quatro anos, diz IBGE – Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/09/1677729-metade-das-empresas-fecha-as-portas-no-brasil-apos-quatro-anos-diz-ibge.shtml. Acessado em 12/09/16

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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A importância do planejamento financeiro para a sua empresa



Planejamento é fundamental em qualquer departamento de uma empresa, da criação dos produtos e serviços até o pós-venda. Mas o planejamento financeiro é crucial para a sobrevivência do negócio. A busca pelo sucesso de uma empresa pode gerar uma avalanche de dúvidas sobre como o capital deve ser gerido. Mesmo empresas com caixa positivo podem falhar se seus gestores não souberem onde aplicar os dividendos. Pesquisa, desenvolvimento, tributos, expansão: tudo tem um custo e o planejamento financeiro é uma alternativa para apontar o melhor caminho.

Neste contexto, apresentamos em três tópicos a importância do planejamento financeiro para a sua empresa. 


Por que fazer o planejamento financeiro?


Quando uma empresa se propõe a entrar num mercado com um produto ou serviço, ela precisa criar um modelo de negócios capaz de gerar receita suficiente para mantê-la funcionando. Ou seja, precisa pagar os custos de produção, tributos, funcionários e qualquer outro gasto proveniente desse modelo.

O papel do planejamento financeiro é manter toda essa equação positiva, de modo que os investimentos feitos na empresa tenham retorno. Ao se fazer o planejamento financeiro o gestor consegue ter noção de quanto a operação está custando e quanto será necessário faturar para que o caixa permaneça positivo, evitando dificuldades futuras.

Mais do que isso, o planejamento financeiro de uma empresa permite que sejam feitos investimentos em novos produtos, mercados e aquisição de clientes desde que os custos básicos sejam honrados.


A importância da redução de custos


Quando o gestor monta o planejamento financeiro de uma empresa, em geral começa por listar os custos do negócio. Isso se deve ao fato de que, invariavelmente, esses gastos precisam ser pagos para manter a operação funcionando.

Porém, o planejamento financeiro não permite apenas listar esses custos, mas identificar onde a empresa está tendo mais gastos e como isso pode ser reduzido.

Por exemplo, através do controle dos seus fornecedores é possível saber qual das suas matérias-primas é mais cara para ser comprada e como isso está afetando o preço do seu produto. Com essa informação você pode buscar por fornecedores melhores e descobrir a melhor relação de custo/benefício.

Reduzir os custos da operação do seu negócio permitirá a prática de preços melhores, criando uma vantagem comercial para a sua empresa. 


Vantagens do controle financeiro


Por fim, o controle financeiro da sua empresa é diretamente impactado pelo planejamento que você faz do mesmo. Um bom planejamento deve incluir informações sobre como sua empresa destinará os recursos disponíveis e como eles se transformam em lucro.

Sem o controle de entrada e saída de cada real da sua empresa, dificilmente você conseguirá manter a competitividade diante do seu mercado. A falta de recursos para contratação ou manutenção de profissionais ou mesmo para a criação de novos produtos e serviços impacta no tamanho do mercado que você consegue conquistar.


Fonte:

http://www.quickbooks.com.br/r/planejamento-financeiro/conheca-a-importancia-do-planejamento-financeiro/


terça-feira, 6 de setembro de 2016

SLC, MLC e TLC: Por quê as memórias Flash estão ficando piores

Introdução


Normalmente, conforme a tecnologia avança, ganhamos tanto em desempenho quanto em confiabilidade dos componentes. Basta ver o caso das placas-mãe atuais, que embora incluam barramentos mais rápidos e um número maior de trilhas e componentes são muito mais duráveis que placas de uma década atrás, devido ao uso de capacitores de estado sólido e outras melhorias. Mesmo os HDs magnéticos atuais são (em média) bem mais duráveis que os modelos de duas décadas atrás, sem falar nas fontes de alimentação (de boas marcas) e muitos outros componentes. A obsolência programada continua dando as caras, fazendo com que acabemos trocando nosso arsenal high-tech bem antes do que deveríamos, mas em questão de durabilidade os componentes de informática estão, de uma forma geral, ficando melhores, sem falar no desempenho, que continua melhorando a cada nova geração.




Uma exceção para a regra são as memórias Flash. Embora avanços nas técnicas de produção tenham feito com que o custo por megabyte venha caindo rapidamente, as células estão ficando mais lentas, mais propensas a erros e ainda por cima oferecendo exponencialmente menos ciclos de leitura e escrita que suas antepassadas. Na minha época, boas memórias Flash eram projetadas para suportarem acima de 100.000 ciclos de escrita, enquanto muitas células atuais, usadas em pendrives e também em alguns SSDs de baixo custo suportam menos de 1000 ciclos de escrita!


A própria velocidade de acesso das memórias vem decaindo, como se tornou visível na recente migração dos 34 para os 25 nm, com as células de memória oferecendo tempos de acesso mais altos e taxas de leitura e escrita mais baixas. Muitos fabricantes têm sido capazes de compensar esta queda no desempenho e confiabilidade das memórias Flash com controladores melhores e do uso de uma percentagem maior do SSD para redundância, mas isso não anula a questão central de que os fabricantes estão produzindo chips de memória flash piores a cada nova geração, conseguindo avanços apenas em relação ao custo.


Para entender o que está causando esta lei de Moore ao contrário, vamos começar revisando sobre como funcionam as células de memória Flash:


As células de memória Flash são bastante similares a um transistor MOSFET, construídas sobre um wafer de silício (o substrato). A grande diferença é que a célula utiliza dois gates em vez de um. O primeiro é o "control gate", que é usado para ativar a célula e fazer a leitura dos dados armazenados.


Os dados propriamente ditos são armazenados no segundo, o "floating gate", que é precisamente construído entre duas camadas de óxido de silício (oxide layer). O termo "floating" indica justamente o fato de ele ser posicionado entre as duas camadas, sem contato direto com os outros componentes da célula: 




As camadas de dióxido de silício armazenam cargas negativas, o que cria uma espécie de armadilha de elétrons, que impede a saída de qualquer carga armazenada no floating gate, um arranjo que permite manter os dados por longos períodos de tempo, sem que seja necessário manter a alimentação elétrica (como nas memórias SRAM), ou muito menos fazer um refresh periódico (como na memória DRAM). Isso simplifica muito o design dos cartões, pendrives e outros dispositivos, pois eles precisam incluir apenas os chips de memória Flash, um chip controlador e as trilhas necessárias, sem necessidade de baterias ou de circuitos de refresh.


Os dados são gravados na célula através de um processo de programação, que consiste em ativar o transistor (a corrente flui do emissor para o coletor) e, simultaneamente, aplicar uma tensão mais alta (12 volts ou mais, chegando a até 25 volts em alguns casos) no control gate. A alta tensão faz com que alguns dos elétrons sejam "sugados" para dentro do floating gate, onde ficam presos devido às duas camadas de óxido de silício. Uma vez que a célula é programada, os dados podem ser lidos inúmeras vezes, sem que seja necessário regravar os dados.


Para modificar os dados gravados é necessário primeiro limpar o conteúdo das células, o que é feito aplicando uma tensão diferencial entre o emissor e o control gate. Isso remove qualquer carga armazenada no floating gate, fazendo com que a célula retorne ao estado original e possa ser programada novamente. Todo chip de memória Flash suporta um número finito de operações de escrita (que variam radicalmente, indo de algumas poucas centenas a dezenas de milhares) mas suporta um número quase ilimitado de operações de leitura.


Tradicionalmente, a memória Flash é bastante rápida em termos de tempo de acesso, com as taxas de transferência sendo mais limitadas pelos controladores e barramentos utilizados do que pela memória Flash em si. O maior problema com a memória Flash é mesmo o custo por gigabyte, que é dezenas de vezes superior ao dos HDs magnéticos, limitando a adoção, especialmente no ramo dos SSDs, que concorrem diretamente com eles.


Pressionados, os fabricantes recorrem a duas técnicas. A primeira é a boa e velha migração para técnicas mais avançadas de produção para espremer mais células em cada milímetro quadrado do wafer de silício. A segunda é o armazenamento de múltiplos bits em cada célula de memória Flash, o que deu origem às memórias Flash MLC e TLC. Infelizmente, ambas as técnicas estão trazendo o efeito adverso de reduzir tanto o desempenho quanto a confiabilidade da memória Flash, produzindo chips que a cada nova geração são inferiores ao produzidos na geração anterior, especialmente com a introdução do TLC.

Conclusão


As ramificações disso são muitas. Não apenas esta é uma luz amarela para quem está considerando a compra de um SSD (já que além do preço, capacidade e desempenho, é necessário avaliar qual o tipo de memória Flash utilizada e a vida útil estimada do drive), mas também trás perspectivas sombrias em relação ao barateamento da memória Flash e o próprio futuro dos SSDs.

A continuidade na adoção dos SSDs depende de sucessivas quedas nos custos, que por sua vez é obtenível apenas através da miniaturização das células e do armazenamento de mais bits por célula. Embora alguns fabricantes estejam realizando pesquisas em relação a chips QLC (quatro bits por célula) é improvável que eles cheguem ao mercado, já que eles ofereceriam uma longevidade de 100 ciclos ou menos, pouco demais para qualquer uso prático.

As possibilidades em relação à miniaturização das células também estão se esgotando, já que existe um limite para a fragilidade das células antes que elas deixem de ser utilizáveis. A maioria dos especialistas concordam que o limite final para as células de memória Flash ficará nos 14 nm, o que significam apenas mais duas reduções em relação aos chips de 25 nm atuais. Mesmo a redução para os 14 não será indolor, já que resultará em novas reduções na longevidade e desempenho. A notícia boa é que o fabricantes têm investido muito no desenvolvimento de controladores mais avançados, que devem minimizar a diferença, mas ainda assim a perspectiva não é boa, já que a tendência é que tenhamos drives mais lentos e menos confiáveis que os atuais, ganhando apenas na questão da capacidade ou custo.

Os fabricantes podem compensar a redução na longevidade das células com o uso do over-provisioning, a boa e velha área de redundância, com células extras que são usadas em substituição das esgotadas. Aumentando a área reservada aumenta-se a longevidade do drive, mas isso compromete a capacidade e o custo por gigabyte, anulando parte dos ganhos, o que fará com que os fabricantes utilizem esta possibilidade com cautela.

A partir dos 14 nm, a principal possibilidade passa a ser o uso de células 3D, que consiste em células compostas por várias camadas de gravação empilhadas, o que permite utilizar melhor a área do wafer, resultando em grandes ganhos de capacidade.

Embora esta seja uma tecnologia que está sendo perseguida por todos os principais fabricantes, ainda não se sabe se a produção destas células será viável em larga escala, já que elas demandam processos muito mais complexos de fabricação. Esta ilustração do Nikkei Eletronics mostra alguns protótipos de células 3D da Toshiba e da Samsung:



Fonte:
http://www.hardware.com.br/tutoriais/slc-mlc-tlc/conclusao.html

A Contabilidade como Sistema de Informação




1- Introdução


Atualmente a necessidade de se obter informações exatas e de fácil entendimento e acesso dentro das organizações empresariais ganharam grande importância. Tendo em vista que vivemos num mundo de negócios exigente e totalmente globalizado, essas informações em níveis empresariais normalmente servem para tomadas de decisões, e gerenciamento interno nas organizações empresariais. Uma vez que organizações buscam um nível de excelência cada vez maior perante seus acionistas e investidores, cada vez mais a informação gerada pela contabilidade tem tomado grande importância. E essa informação pode ser do tipo gerencial, financeira e fiscal.


2. Sistemas de Informação


Para começar a falar de contabilidade como sistema de informação, vamos entender o que é informação e posteriormente avançar, e entender a constituição de um sistema.

A informação é nada mais do que um dado que sofreu efeito externo, tendo sido trabalhado e armazenado de uma forma ou linguagem compreensível. A construção da informação vai seguir sempre uma linha que é expressa através de: Dado, Comunicação/Armazenamento, e Informação. Resumindo, segundo Padoveze(2004), “Informação é o dado processado de forma a ser entendido pelo seu receptor, e a transferência de informação é a comunicação”. Um ponto importante na construção da informação está em transmitir uma informação que tenha valor, conteúdo, relatividade, precisão e objetividade. Além disso uma boa informação gerada reduz à incerteza no processo de tomada de decisão, e aumenta assim a qualidade da decisão. Só não podemos esquecer a relação custo e benefício para gerar essa informação. Esse é um ponto importante, pois atualmente empresas tentam ao máximo controlar seus gastos e custos, através de aperfeiçoamentos das suas informações geradas, implementando novos e modernos sistemas, com treinamentos para funcionários, e sempre acompanhando a relação de custo e benefício que esses novos e otimizados processos poderão trazer para seus negócios.

Parte importante da construção do nosso pensamento é entender o que é um sistema. Sistema, assim entendido para Bertalanffly(1975), “A Teoria dos Sistemas na ciência opõem-se a uma visão clássica de procedimentos analíticos, resumindo-se que o todo é mais importante que a soma das partes”. Para Oliveira(1990), “Sistema é um conjunto de partes inter agentes e interdependentes que, conjuntamente formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função”. Então Sistema, conjunto de elementos com funções ordenadas, sendo inter-relacionados e independentes, partes que interagem e que formam um todo organizado. No ambiente empresarial, essa visão é denominada de Sinergia, que é ação conjunta de diversas partes na construção do todo, entendendo-se que o importante está na organização como um todo e não nas suas partes.

Os sistemas podem ser considerados Abertos e Fechados, Sistemas quando são abertos interagem com o ambiente externo e por conseqüência Sistemas fechados não possuem essa propriedade de poder se relacionar com o ambiente externo.

Estendendo a construção do conceito de sistema, vamos chegar nos componentes do sistema. Um sistema, com vimos, incorpora uma noção de conjunto, e esse “conjunto” possuí elementos básicos que são: Objetivos do sistema, Ambientes do Sistema ou Processamento. Os objetivos de um sistema são os pontos mais importantes de um sistema, praticamente é o que queremos que esse sistema faça ou execute. Conforme Oliveira(1990), “O objetivo é a própria razão da existência do sistema, ou seja, é a finalidade para o qual o sistema foi criado”. Quando falamos de ambientes desse sistema, relacionamos com os limites que esse sistema vai possuir.


3. Contabilidade como Sistema de Informação


Quanto há construção da idéia de Contabilidade, para fecharmos esses três conceitos importantes. Temos, contabilidade como a ciência que estuda o patrimônio das organizações. A função da Contabilidade para um grupo de professores do Instituto de Investigaciones Contables da Faculdad de Ciências Econômicas de la Universidad de Buenos Aires é,“uma ciência factual, cultural, aplicada que se ocupa de las interrelaciones entre los componentes de los hechos informativos de todo tipo de ente. Los sistemas contables concretos respoderían a los Modelos Contables Alternativos que pueden elaborarse para satisfacer intereses de usuarios en sus respectivas decisiones”.

Resumindo, contabilidade é uma ciência factual social, que é responsável por apresentar respostas eminentes das variações patrimoniais das organizações. A contabilidade tem como propriedade esclarecer, e evidenciar relacionamentos entre as pessoas e propriedades de várias espécies.

A Contabilidade nada mais é do que um sistema, um sistema intitulado de “Sistema das partidas dobradas”, quando da sua criação foi assim, a Contabilidade, mostrada e difundida durante anos, como um sistema que convencionalmente precisa de um lado Devedor e outro lado Credor. Mostrando assim, em sua composição a formação de um sistema, de um método.

Vamos entrelaçar esses três importantes conceitos, o Sistema, a Informação e a Contabilidade, para a assim, chegarmos a Contabilidade como sistema de informação. Atualmente quando falamos em Contabilidade como informação no ambiente empresarial, nos deparamos como um assunto moderno, e de certa forma na “moda”. Vamos ver que a Contabilidade, nesse nível de informação que é importante para tomadas de decisão, está ligado inteiramente com a Controladoria.

A Controladoria será o ponto forte para fazermos essa ligação, pois é nesse modelo de gestão, que vem sendo muito utilizado, que a Contabilidade através da informação e sistema que a utiliza, possuí uma enorme importância nos ambientes empresariais atualmente.


3.1 Controladoria


A Controladoria na sua essência é um modelo de gestão, gestão de sistemas integrados em toda a organização, que serão monitorados por um controller, desempenhando sua função de maneira muito especial. Dentro do ambiente contábil e financeiro da organização, responsável de organizar e reportar informações relevantes para a tomada de decisão nas organizações. Para Nakagawa(1993),“O controller acaba tornando-se o responsável pelo projeto e manutenção de um sistema integrado de informações, que operacionaliza o conceito de que a contabilidade, como principal instrumento para demonstrar a quitação de responsabilidades que decorrem da accountability da empresa e seus gestores, é suportada pelas teorias da decisão, mensuração e informação”.

Fazendo a relação da dependência para a geração da informação contábil dentro de um sistema, devemos ressaltar que a empresa tem como característica ser um sistema aberto, por sofrer influências externas, por ser afetada por vários fatores, humanos, de energia, de matérias-primas e produtos, etc. As organizações possuem propósitos básicos, que as mesmas tendem a divulgar como suas missões. Para Nakagawa(1993), “A missão de uma empresa é sua razão de ser e poder ser expressa em diversos níveis de abstração”. Entendemos, que a missão da empresa está em procurar fazer o melhor para atender seus usuários internos e externos em todos os ambientes, desde clientes até seus acionistas. E dentro dessa responsabilidade de concluir sua missão, a organização procura de uma forma ordenada e racional, e em conjunto com a controladoria e suas funções na organização poder ter e trazer eficiência e eficácia em suas operações.

Há formação das informações são levadas, ou melhor, gerenciadas pelo setor de Controladoria. O controller, cargo de staf entre gerentes e diretores, possuí a missão de trabalhar todas essas informações geradas pelo setor contábil, e só é possível para o controller ter sucesso nesse apoio a gestão empresarial, se a Contabilidade gerar as informações corretas, no tempo exato para que elas possam acontecer.

Gerentes e administradores estão a todo o momento defronte de problemas e a eles cabem a responsabilidade, na maioria das vezes, de soluciona-los e tomam as suas decisões fazendo a escolha dentre soluções alternativas. Que são baseadas em um adequado e firme sistema de informações.


3.2 Contabilidade como ferramenta na tomada de decisões


Nesse ponto que entra a Contabilidade como grande ferramenta, dando o suporte necessário para as tomadas de decisões. Pois, na maior parte das vezes, é pela contabilidade que se passam todas as informações, qualitativas, quantitativas. Essas informações podem ser representatadas por números abstratos, ou até mesmo representar movimentações físicas. Com a contabilidade servindo de geração de informação os rumos das decisões são mais concretos e fiéis a realidade, claro, desde que a Contabilidade em sua essência seja levada a sério, com responsabilidade, e que o investimento tecnológico feito para que o trabalho da Contabilidade dentro da organização, seja também feito de forma coerente com a realidade da organização, melhor dizendo, que o investimento em ferramentas tecnológicas para dar o suporte necessário há contabilidade seja adequado. Nash e Roberts(1984), definem de forma interessante o sistema de informação para as organizações.

“O sistema de informações é uma combinação de pessoas, facilidades, tecnologias, mídias, procedimentos e controles, com os quais se pretende manter canais de comunicação relevantes, processar transações rotineiras, chamar a atenção dos gerentes e outras pessoas para eventos internos e externos significativos e assegurar as bases para a tomada de decisões inteligentes”.

Dentro desse mesmo pensamento, entendemos que é assim que a contabilidade deve agir dentro das organizações empresariais, a Contabilidade deve ser gerida da combinação de fatores tecnológicos, humanos,e intelectuais, que combinados formarão o sistema de informação contábil. A Contabilidade através da Controladoria acaba servindo como um sistema de apoio à gestão empresarial, através de definições de padrões internos. Para Nakagawa(1993), “O Sistema contábil de informações é orientado por um conjunto de regras de controle de entrada, processamento, avaliação e saída de dados. Na entrada, o sistema só contempla dados relacionados com transações que guardem conformidade com os chamados “Postulados Ambientais” da Contabilidade, os quais, se admitidos, passam a ser tratados de acordo com os procedimentos de controle interno das empresas”.

Durante os últimos anos tem-se observado uma mudança significativa quanto à definição do objetivo da Contabilidade. O “APB Statement n°4 – Basic Concepts and Accounting Principles Underlying Financial Statements of Business Enterprises (1970) -, diz o seguinte:

“A Contabilidade é uma atividade de serviço. Sua função é a de promover informação quantitativa, principalmente de natureza financeira e concernente a entidades econômicas, na expectativa de que ela seja útil para a tomada de decisões econômicas”.

Portanto, a Contabilidade deve ser levada a sério como uma ferramenta de apoio a tomada de decisões, deve ser abordada de forma coerente e seguindo seus princípios e padrões para que de forma clara e exata possa servir como orientação para gestores e administradores tomarem decisões importantes. Dentro de organizações que dêem valor a essas informações, maneira com que as mesmas sejam formadas, o ambiente onde essas informações serão geradas, devem ser adequados. No que leva-nos a pressupor, profissionais treinados, e uma ferramenta tecnológica adequada com as necessidade que a organização possa ter. Pois, para a Contabilidade servir como ferramenta a tomadas de decisões, não basta somente a visão da organização aceitar e querer que esse mecanismo funcione assim, se não der subsídios para que isso possa acontecer.


4. Conclusões


A Contabilidade é um grande sistema, por si só, gera informações de diversos modos. Deve ser, a Contabilidade, aliada de seus usuários, tanto usuários operacionais, como o usuários finais, sejam gestores ou acionistas. Em um mundo globalizado e competitivo, a informação ganha a cada dia mais valor. A Contabilidade como sistema deve ser uma ferramenta de informação, e trazer cada vez mais uma informação clara, precisa e exata para as organizações.

Empresas a cada dia mais consideram suas informações primordiais, e sabem que através do trabalho da Contabilidade como sistema de informação conseguem ter uma informação comparativa, competitiva, e principalmente uma informação gerencial.

A forma com que as organizações procuram trabalhar as suas informações é que vão posicionar, as mesmas dentro do mercado. Por isso, quanto mais essas informações possam ser claras, objetivas e competitivas, mais as organizações tendem a ganhar.

Podemos ver que atualmente grandes grupos empresariais levam o fato de possuir total controle e gestão, em cima de suas informações, muito a sério. E o investimento, tanto tecnológico e de material humano, são muito fortes. Esses investimentos, juntamente com o sistema contábil, levam organizações ao sucesso esperado por seus gestores e acionistas.


Referências Bibliográficas:


PADOVEZE, Clóvis Luís. Sistemas de Informações Contábeis. 4° Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2004.
NAKAGAWA, Masayuki. Introdução à Controladoria. São Paulo: Editora Atlas, 1993.
SANTOS, José Luiz dos; SCHMIDT, Paulo; FERNANDES, Luciane Alves; MACHADO, Nilson Perinazzo. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Editora Atlas, 2007.


Retirado do link:


http://www.classecontabil.com.br/artigos/a-contabilidade-como-sistema-de-informacao